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Vistorias técnicas, atendimento especializado e preparação das equipes formam uma rede de proteção que acompanha cada etapa do campeonato
No automobilismo, acidentes fazem parte do esporte. O que determina suas consequências, muitas vezes, é a estrutura de segurança preparada para prevenção e responder em poucos segundos. Foi exatamente esse conjunto de protocolos, por exemplo, que entrou em ação durante a quarta etapa do Campeonato MBR, disputada em junho, no Autódromo Internacional de Mato Grosso, em Cuiabá (MT), quando o piloto Fernando Toffol sofreu uma forte batida contra o guard-rail logo nas primeiras voltas da Corrida 2.
Ao volante do Peugeot 208 #707 da RB Motorsport, que divide com Rafael Salido, Toffol perdeu o controle do carro após um toque na disputa por posição e atingiu a proteção lateral do circuito em alta velocidade. Apesar da violência do impacto, saiu sem ferimentos, resultado que atribui diretamente aos equipamentos de segurança e à rápida resposta da equipe médica. “No instante após a batida vi que me sentia bem”, conta.
Poucos segundos depois, o protocolo de atendimento já estava em andamento. “Foi sensacional. A equipe de resgate e o médico chegaram muito rápido e me levaram até os boxes. Estão de parabéns pela presteza”, avalia. Para o piloto, alguns dispositivos foram determinantes para minimizar as consequências do acidente. “Sem dúvida, o capacete, o dispositivo de proteção para cabeça e pescoço e o santo-antônio do carro fizeram toda a diferença”, garante.
Segundo o diretor de prova do Campeonato MBR, Ernesto Abreu Filho, a segurança começa muito antes do alinhamento no grid. Cada etapa é realizada em autódromos homologados pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), que passam por inspeções antes e durante o evento.
“O diretor de prova realiza vistorias em todo o circuito, verificando asfalto, zebras, áreas de escape, guard-rails, barreiras de pneus, bueiros, sinalização, postos de fiscalização, estrutura de combate a incêndio e atendimento médico. Nossa principal responsabilidade é garantir a segurança de todos durante o evento”, explica Abreu Filho.
As inspeções também abrangem carros e pilotos. Antes de entrarem na pista, todos os equipamentos obrigatórios passam por rigorosa verificação técnica. Capacete, macacão antichamas, luvas, sapatilhas, roupa íntima resistente ao fogo e dispositivo de proteção cervical precisam ser homologados, estar dentro do prazo de validade e corretamente ajustados. Nos carros, os comissários técnicos conferem itens como a gaiola de proteção (santo-antônio), banco homologado, cintos de competição, sistema de extinção de incêndio, chave geral elétrica e as condições gerais de manutenção. As verificações continuam durante toda a programação da etapa.
Quando ocorre um incidente, uma estrutura previamente treinada entra em ação de forma coordenada. Equipes de sinalização, resgate, bombeiros, médicos, ambulâncias e medical car permanecem distribuídos estrategicamente ao longo do circuito para reduzir o tempo de resposta. “Antes de todas as atividades de pista realizamos briefings com todas as equipes envolvidas. Também promovemos treinamentos constantes para que cada intervenção aconteça de maneira rápida e segura”, destaca Abreu Filho.
Dependendo da gravidade da ocorrência, o diretor de prova pode determinar diferentes procedimentos para garantir a segurança dos competidores e facilitar o atendimento, como a sinalização localizada por bandeiras, a entrada do safety car para neutralização da corrida ou até a interrupção da prova com bandeira vermelha.
A quinta etapa do campeonato está marcada para os dias 11, 12 e 13 de setembro, no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel (PR). Antes do início das atividades, todo o circuito passará novamente por inspeções de segurança e contará com uma ampla estrutura operacional, formada por direção de prova, comissários desportivos e técnicos, oficiais de competição, equipes médicas, bombeiros, resgate, cronometragem, além de veículos de intervenção, como safety car, medical car, ambulâncias, guinchos e plataformas.
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Calendário Campeonato MBR 2026
Etapa 1 – 30 e 31/01 e 1º/02 – Endurance – Interlagos (SP)
Etapa 2 – 13, 14 e 15/03 – Sprint – Santa Cruz do Sul (RS)
Bruna atua em duas das principais categorias do automobilismo nacional e inspira novas gerações ao ocupar uma função estratégica dentro das pistas.
O amor de Bruna Assmann pelos caminhões e pelo automobilismo começou muito antes de ela assumir o volante do Safety Car da Marcas Brasil Racing e do Pace Truck da Fórmula Truck. A paixão nasceu em casa, acompanhando o pai, os avôs e o irmão, todos caminhoneiros, e cresceu entre autódromos, onde passou boa parte da infância.
“Meu amor por caminhões vem de berço. Meu pai, meus avôs e meu irmão eram caminhoneiros, e meu pai teve transportadora por 33 anos. Cresci nesse ambiente e o amor pelo automobilismo também veio da minha família. Meu pai corria de carro quando era jovem. Brinco que ele nunca me levou a um estádio de futebol, sempre me levou para autódromos”, relembra.
Foi justamente em um autódromo que surgiu um sonho. Em 2003, aos 13 anos, Bruna assistiu pela primeira vez a uma etapa da Fórmula Truck, em Guaporé (RS). A credencial daquele dia continua guardada como uma lembrança especial.
“Nós criamos uma amizade com o Aurélio Batista Félix, fundador da Fórmula Truck, e desde então acompanhei etapas em diversos autódromos do Brasil, Uruguai e Argentina. Na época já eram mulheres que pilotavam o Pace Truck, e aquilo despertou em mim o sonho de um dia estar ali”, declara Bruna.
O sonho virou realidade em outubro de 2023, quando recebeu o convite de Roberto Cirino, com quem já tinha convivido na antiga Fórmula Truck, para assumir oficialmente o comando do Pace Truck. Em 2026, com a parceria entre a Marcas Brasil Racing e a Fórmula Truck, Bruna passou também a atuar no Safety Car da categoria.
Sua responsabilidade vai muito além de conduzir os veículos oficiais. É ela quem lidera o pelotão na largada, mantendo contato direto com a direção de prova para avaliar as condições da pista e o alinhamento dos competidores. Quando tudo está em ordem, apaga as luzes e deixa a pista. Durante toda a corrida permanece de prontidão para retornar sempre que houver necessidade, seja por acidentes, bandeiras amarelas ou vermelhas ou condições climáticas adversas.
Um dos momentos mais desafiadores da carreira aconteceu nesta temporada, em Interlagos. “Foi uma prova inteira sob chuva intensa. Permaneci praticamente todo o tempo na pista e, mesmo em velocidade reduzida, o caminhão deslizava e não parava. Foi uma situação que exigiu muita concentração e responsabilidade”, conta.
Além da atuação durante as corridas, Bruna também enfrenta uma rotina intensa nos bastidores. “O domingo é sempre o maior desafio. O dia começa muito cedo e termina apenas no fim da programação. É preciso manter total concentração para que tudo aconteça dentro do horário previsto. Não há praticamente pausa entre uma corrida e outra”, detalha.
Mesmo ocupando um cargo de destaque em um ambiente historicamente masculino, ela afirma que sempre encontrou respeito dentro das categorias. “Não sinto preconceito, muito pelo contrário. Sempre recebi respeito e admiração de homens e mulheres. A categoria sempre incentivou muito a presença feminina e familiar, e isso faz toda a diferença”, menciona.
Bruna faz questão de reconhecer a importância da empresa em sua trajetória. “Tenho orgulho em representar a SpeedMax, que além de ser uma grande parceira das categorias, acreditou em mim. Esse apoio foi fundamental para minha atuação e para o meu crescimento profissional”, afirma.
Para ela, ocupar esse espaço representa a realização de um sonho construído desde a infância. “É uma mistura de adrenalina e emoção. Receber o carinho do público, principalmente das crianças, e perceber que posso ser inspiração para outras pessoas é muito gratificante. O que mais me motiva é o amor pelo que faço, a felicidade de estar nas pistas e a gratidão por todos que acreditam no meu trabalho. Tenho muito orgulho de representar a Fórmula Truck, a Marcas Brasil Racing e integrar essa equipe”, destaca.
A quem sonha em seguir carreira no automobilismo, Bruna deixa uma mensagem baseada na própria trajetória: “o automobilismo exige dedicação, tempo, parceria, patrocínio, equipe e muitas oportunidades. Nem sempre é fácil, mas é extremamente gratificante. O importante é nunca desistir do que faz o coração pulsar mais forte. Mesmo quando algumas portas se fecham, elas se abrem naturalmente para quem continua acreditando nos seus sonhos”.
A próxima etapa da temporada será nos dias 11 a 13 de setembro no Autódromo Internacional Zuilmar Beux, em Cascavel/PR.
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Calendário MBR 2026
Etapa 1 – 30 e 31/01 e 1º/02 – Endurance – Interlagos (SP)
Etapa 2 – 13, 14 e 15/03 – Sprint – Santa Cruz do Sul (RS)
De amuletos herdados da família a um grito para aliviar a tensão, competidores revelam hábitos que fazem parte da preparação para entrar na pista
Entre acertos de suspensão, estratégia e concentração, existe um momento que quase nunca aparece para o público. Pouco antes de os motores ganharem vida, muitos pilotos do Campeonato Marcas Brasil Racing repetem pequenos gestos que carregam há anos. Alguns fazem orações aprendidas na infância, outros levam amuletos, conversam com familiares que já partiram ou seguem rotinas que ajudam a entrar no clima da corrida. Sem interferir na preparação técnica, esses hábitos revelam um lado mais pessoal dos competidores e fazem parte da cultura do paddock.
Para o piloto Luiz Reis (VW Virtus #8, Speed Racing), a tradição começou ainda na infância. A oração ensinada pela mãe aos seis anos permanece como companhia obrigatória antes de acelerar. “Ela me dizia que seria protegido após rezá-la: ‘Meu corpo não seja preso, nem minha alma perdida, nem meu sangue derramado; Jesus, Jesus, José, Maria’. Aí é pau na máquina e seja o que Deus quiser”, brinca.
Já Kadu Silva (VW Gol #113, STR Motors) reúne uma sequência de rituais que começa antes mesmo de entrar no carro. Usa o macacão considerado da sorte, dá um beijo na carroceria do carro, faz uma oração, conversa mentalmente com familiares que já se foram e finaliza com dez respirações profundas. ” Sobre sempre conversar em espírito com minha mãe, tia e minha vó, elas sempre me falavam antes de correr: ‘corre, mas não corre muito'”, conta. A fé ganhou ainda mais significado depois de um grave acidente. “Quebrei uma vértebra e quase fiquei paraplégico. Teve alguns momentos em que escapei de acidentes na pista que parecia que elas estavam lá para evitar. São coisas das quais não sei como escapei”, relata.
Na Sermann Racing, Davi Vianna Stellmol, que divide o Fiat Argo #82 com Cezar Martins, também segue uma rotina que começa sete dias antes das provas. “Escuto a música religiosa ‘Me Atraiu’ e faço uma oração pedindo minha proteção e de todos que estão na pista. Não bebo bebida alcoólica na semana”, ressalta.
Na STR Motors, Gabriel Oliveira, piloto do Chevrolet Ônix #11, também encontrou sua forma de lidar com os instantes que antecedem a largada. “Oro e peço pela proteção de todos, que ninguém se machuque”, diz. Depois, libera a tensão de um jeito que já virou hábito: “Dou um berro pra extravasar a ansiedade”.
Outro caso conhecido no paddock é o de Bernardo Barlera, que divide o VW Gol #91 com o pai, Christian Barlera, na RB Motorsport. No bolso do macacão, ele sempre leva uma folha de arruda benta recebida do avô. “É para proteção. Nunca tentamos correr sem ela, para ver o que acontece. Mas, até hoje, sempre ‘deu bom’. Nunca nos machucamos”, garante. “Ela é muito especial para mim, porque, quando eu a ganhei, ganhei tudo: de quatro corridas, ganhei três, fiz pole em todos os treinos e nas duas classificações”, lembra.
O apego ao objeto abençoado já provocou até uma pequena correria nos boxes. “Uma vez esqueci-me de pegá-la e estava no rádio gritando para o meu pai buscá-la. Ele teve que correr um monte para pegar, porque não queria correr o risco de competir sem ela”, confessa. Além da folha de arruda, pai e filho mantêm outro costume antes de cada largada. “Pedimos para a meus avós e para toda a família rezarem pela nossa proteção. A melhor volta, eu sempre falo, é a volta para casa”, finaliza.
Independentemente do ritual escolhido, o objetivo costuma ser o mesmo: entrar na pista com tranquilidade, confiança e o desejo de que todos cruzem a bandeirada em segurança.
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Calendário Campeonato MBR 2026
Etapa 1 – 30 e 31/01 e 1º/02 – Endurance – Interlagos (SP)
Etapa 2 – 13, 14 e 15/03 – Sprint – Santa Cruz do Sul (RS)
Piloto da Elite encontra na competição um teste de paciência, maturidade e controle emocional
As primeiras etapas da temporada têm servido de aprendizado para Rafael Caliento no Campeonato Marcas Brasil Racing. De volta ao automobilismo há pouco mais de um ano, o piloto da Cesinha Competições chegou ao grid nacional depois de uma rápida ascensão nas competições regionais do Paraná, mas descobriu que a adaptação ao MBR exigiria mais do que velocidade.
O paranaense de Londrina admite que os resultados ficaram abaixo daquilo que projetava para o início do campeonato. A avaliação, porém, vem acompanhada de autocrítica e da disposição para entender onde estão os erros que ainda impedem uma evolução mais consistente ao longo dos finais de semana de corrida.
“A minha trajetória até agora nessa temporada está um pouco aquém do que eu esperava. Procuro ter mais consciência do que fazer durante os treinos e corridas para melhorar essa temporada”, afirmou.
A autocrítica não surge por acaso. Depois de competir no kart ainda criança, Caliento passou anos longe das pistas e retomou a carreira apenas em 2025. O retorno foi acompanhado por conquistas importantes, mas o salto para um campeonato nacional trouxe desafios diferentes.
No MBR, ele descobriu rapidamente que velocidade sozinha não resolve tudo. “Você não ganha corrida na primeira curva, mas pode perder na primeira curva. Estou aprendendo nessas poucas corridas de forma bem dura”, contou.
Fora dos autódromos, Caliento está acostumado a trabalhar com decisões que exigem análise, disciplina e capacidade de reação sob pressão. É justamente essa característica que ele tenta levar para dentro do cockpit. “Um paralelo bem interessante entre o mercado financeiro e o automobilismo é a resiliência. No mercado financeiro eu já tenho bastante tempo de experiência e isso faz parte da essência do meu trabalho. Tenho que trazer isso agora para o automobilismo”, avaliou.
Se a experiência profissional ensinou a lidar com momentos de pressão, nas pistas o desafio ainda passa pelo controle da ansiedade. “Tenho me afobado, me atrapalhado muito. No mercado financeiro, por mais que existam crises e euforias, eu já adquiri experiência. No automobilismo ainda não estou conseguindo encaixar essa frieza nas corridas. Está sendo muito passional.”
A pausa no calendário chega em um momento oportuno para reflexão. O campeonato retorna entre os dias 11 e 13 de setembro, em Cascavel (PR), e o piloto pretende aproveitar o intervalo para transformar os aprendizados acumulados nas quatro primeiras etapas em evolução dentro da pista.
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Calendário MBR 2026
Etapa 1 – 30 e 31/01 e 1º/02 – Endurance – Interlagos (SP)
Etapa 2 – 13, 14 e 15/03 – Sprint – Santa Cruz do Sul (RS)
Etapa reuniu 22 equipes, recebeu 10 mil espectadores e ultrapassou um milhão de visualizações nas plataformas digitais
Cuiabá (MT) entrou definitivamente no mapa do Campeonato Marcas Brasil Racing. Nos dias 12 e 13 de junho últimos, a quarta etapa da temporada levou 59 pilotos, 47 carros e 22 equipes ao Autódromo Internacional de Mato Grosso, o mais novo do país. Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o evento presencialmente.
Nas plataformas digitais, a etapa ultrapassou um milhão de visualizações, gerou 36,5 mil interações e registrou crescimento de 25% nos indicadores monitorados nos últimos 80 dias. A transmissão oficial alcançou 38 mil dispositivos e acumulou mais de seis mil horas assistidas.
Os números ajudam a mensurar a importância da passagem do MBR por Mato Grosso. Mas outro indicador forte também e a avaliação que pilotos fizeram sobre a etapa. Competidores de diferentes categorias destacaram o desafio de acelerar em um traçado novo e o potencial do autódromo para o futuro.
Gabriel Oliveira (#11), piloto da STR Motors na categoria Elite, saiu de Cuiabá com seu primeiro pódio no campeonato. “Foi muito bom ver que todo o esforço e trabalho duro que tivemos valeu a pena”, comemorou. Segundo Contador, o empenho antes da etapa foi determinante para acelerar a adaptação ao circuito, onde o equilíbrio do grid e as áreas de brita exigiram atenção constante dos competidores.
Na Cacá Competições, Nilton da Silva Filho conduziu sozinho o VW Polo #328 em Cuiabá, já que Jones Salvaro não participou da etapa por compromissos pessoais. Para Silva Filho, o novo circuito deixou boa impressão. “É um traçado muito bom e bem técnico”, avaliou o piloto da Elite. A dupla voltará a competir junta na próxima rodada, em Cascavel, quando espera colher os resultados do desenvolvimento realizado nas últimas etapas.
Na Master, Luiz Reis (#8), da Speed Racing, também aprovou a estreia do autódromo no calendário. “A pista é seletiva, bem legal”, afirmou. O piloto acredita que a falta de conhecimento prévio do traçado foi um dos principais desafios do fim de semana, mas vê potencial para que o complexo mato-grossense se torne uma das principais referências do automobilismo brasileiro.
Autor da melhor volta da etapa na categoria Master, Gilberto Silva (#18), piloto da MP Competições, destacou o que para ele foi a maior dificuldade da etapa: “Fiquei muito feliz por essa conquista, porque encontrar o acerto ideal em uma pista desconhecida foi um desafio para todos”, garantiu.
O Campeonato MBR entra agora em uma pausa e retorna nos dias 11 e 12 de setembro, em Cascavel (PR). “Essa pausa servirá para manter o foco e discutir com a equipe o que poderemos melhorar. Pois já conhecemos bem o circuito de Cascavel e vamos tentar trazer o melhor resultado possível”, finalizou o piloto e cardiologista GIlberto Silva.
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Calendário MBR 2026
Etapa 1 – 30 e 31/01 e 1º/02 – Endurance – Interlagos (SP)
Etapa 2 – 13, 14 e 15/03 – Sprint – Santa Cruz do Sul (RS)
Disputas nas categorias Super, Elite e Master seguem equilibradas após corridas realizadas no Autódromo Internacional de Mato Grosso
A quarta etapa do Marcas Brasil Racing, disputada no Autódromo Internacional de Cuiabá, localizado no complexo do Parque Novo Mato Grosso, marcou mais um capítulo importante da temporada 2026. Com corridas equilibradas, vitórias divididas e disputas intensas em todas as categorias, o campeonato fecha à metade do calendário mantendo um cenário de indefinição na briga pelos títulos.
Apesar da forte pressão dos adversários, os líderes das categorias Super, Elite e Master conseguiram deixar Cuiabá na ponta da classificação. No entanto, os resultados da etapa mostraram que a vantagem construída nas primeiras corridas da temporada está longe de garantir tranquilidade para a sequência do campeonato.
Na Super, Henrique Basso (#17) manteve a liderança com 595 pontos, mas viu o vice-líder Gabriel Yamagava (#48) reduzir a diferença para apenas 32 pontos. Com quatro etapas ainda pela frente e muitos pontos em disputa, a categoria segue aberta para mudanças na tabela. O fim de semana também teve como destaques Rafael Possenti (#72), vencedor da Corrida 1 e autor da volta mais rápida da etapa com 2min15s469, e Fausto De Lucca (#51), que venceu a Corrida 2 e ganhou força na classificação.
A Elite também teve um capítulo importante em Cuiabá. Mesmo com o domínio de Guilherme Ragnini (#197), vencedor das duas corridas do fim de semana, Felipe Machiavelli (#41) mostrou a consistência que o acompanha desde o início do campeonato e preservou a liderança geral com 725 pontos. A diferença entre os dois caiu para 34 pontos, mantendo a disputa completamente aberta para a segunda metade da temporada. Lucas José (#171), por sua vez, registrou a melhor volta da categoria com o tempo de 2min16s026.
Na Master, Marcelo Paioli (#96) segue na liderança com 523 pontos, mas Kadu Silva (#113) foi o grande nome da etapa ao conquistar duas vitórias em Cuiabá e diminuir a distância para o topo da tabela. Agora, apenas 45 pontos separam os dois primeiros colocados, cenário que promete uma disputa intensa nas próximas etapas. A volta mais rápida da categoria ficou com Gilberto Silva (#18), que marcou 2min20s277 durante a Corrida 1.
O desempenho dos vice-líderes e dos pilotos que ocupam as posições seguintes reforça o equilíbrio da temporada. Com o sistema de pontuação premiando regularidade e resultados expressivos, qualquer erro pode custar posições importantes na tabela. Ao mesmo tempo, uma etapa bem-sucedida pode recolocar diversos competidores na disputa direta pelos títulos.
Após quatro etapas realizadas, o Marcas Brasil Racing entra agora em um intervalo de aproximadamente três meses antes do retorno às pistas. O período será fundamental para que equipes e pilotos revisem estratégias, promovam ajustes nos carros e se preparem para a reta decisiva da temporada.
Com o equilíbrio demonstrado em Cuiabá e a pontuação ainda aberta em todas as categorias, a expectativa é de uma reta final de temporada marcada por disputas intensas e decisões apertadas em busca dos títulos do Marcas Brasil Racing 2026.
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Classificação do campeonato após a 4ª etapa (10 primeiros colocados):
Categoria Super
Henrique Basso (#17) – 339 pontos
Gabriel Yamagava (#48) – 285 pontos
Edu de Paula (#222) – 264 pontos
Daniel Nino (#118) – 258 pontos
Rafael Barranco (#9) – 253 pontos
Raphael Futsuki (#777) – 250 pontos
Lamartine Pinotti (#92) – 247 pontos
Peter Tubarão (#21) – 241 pontos
Fausto De Lucca (#51) – 239 pontos
Evandro Maldonado / Roberto Bonato (#100) – 209 pontos
Categoria Elite
Felipe Machiavelli (#41) – 293 pontos
Guilherme Ragnini (#197) – 245 pontos
Guilherme Morandini (#4) – 196 pontos
Cesar Ribas / R. Carta (#98) – 179 pontos
Lucas José (#171) – 147 pontos
Nilton Silva (#328) – 144 pontos
Adriano Martins / Vinicius Martendal (#899) – 140 pontos
Rafael Salido / Fernando Toffol (#707) – 135 pontos
Bernardo Barlera / Christian Barlera (#91) – 131 pontos
Davi Steelmol / Cezar Martins (#82) – 125 pontos
Categoria Master
Marcelo Paioli (#96) – 170 pontos
Kadu Silva (#113) – 139 pontos
José Guilherme Munhoz (#122) – 119 pontos
João Machiavelli (#55) – 116 pontos
Gerson Marek (#422) – 104 pontos
André Jacob (#38) – 91 pontos
Luiz Reis (#8) – 86 pontos
Gilberto Silva (#18) – 71 pontos
Eduardo Bonamigo (#25) – 57 pontos
M. Ramos (#208) – 0 pontos
Calendário MBR 2026
Etapa 1 – 30 e 31/01 e 1º/02 – Endurance – Interlagos (SP)
Etapa 2 – 13, 14 e 15/03 – Sprint – Santa Cruz do Sul (RS)
Rafael Possenti venceu a Corrida 1 da Super, Fausto De Lucca levou a Corrida 2, enquanto Guilherme Ragnini (Elite) e Kadu Silva (Master) conquistaram vitórias duplas na quarta etapa da temporada. O campeonato terá um hiato de três meses e o próximo encontro do será em Cascavel em 13 de setembro
Cuiabá (MT) – O Campeonato Marcas Brasil Racing escreveu mais um capítulo importante de sua história neste sábado (13), ao realizar a quarta etapa da temporada 2026 no Autódromo Internacional de Mato Grosso, em Cuiabá. Em sua primeira visita ao mais novo circuito do país, a categoria reuniu 47 carros e 59 pilotos (incluindo as duplas), proporcionando corridas equilibradas e disputadas do início ao fim.
Com 4,5 quilômetros de extensão, velocidades próximas dos 200 km/h e temperaturas na casa dos 33 graus, com sensação térmica beirando os 40 graus, o novo traçado exigiu bastante dos competidores e equipes. O desafio foi ainda maior pelo fato de apenas dois pilotos do grid já terem acelerado anteriormente no circuito: Nico Dallagnol e Marcel Leão.
Na categoria Super, Rafael Possenti (#72), da Roger Racing, venceu a Corrida 1 ao lado de Davi Dal Pizzol. Já a Corrida 2 teve vitória de Fausto De Lucca (#51), da MIG Motorsports. Na Elite, Guilherme Ragnini (#197), da Roger Racing, dominou o fim de semana e venceu as duas baterias. O mesmo aconteceu na Master, com Kadu Silva (#113), da STR Motors, conquistando vitórias nas duas corridas.
Os primeiros pole positions da história do Marcas Brasil Racing em Cuiabá ficaram com Rafael Possenti (Super), Guilherme Ragnini (Elite) e Marcos Paioli (Master). “É muito difícil segurar o pessoal. O grid é extremamente competitivo e a temperatura acaba sendo mais um adversário. É preciso estar muito bem preparado fisicamente”, destacou Rafael Possenti após a vitória na primeira corrida.
Grande destaque da Elite, Guilherme Ragnini comemorou a conquista em um circuito inédito para todos os competidores. “É uma felicidade muito grande conquistar essa vitória. Há tempos me convidavam para correr na categoria e é muito especial disputar posições com grandes amigos. Fazer parte da história como um dos primeiros vencedores neste autódromo é algo marcante”, afirmou.
Na Master, Kadu Silva destacou a rápida adaptação ao novo circuito. “Foi minha primeira vez andando aqui. Como a pista é nova, ainda estamos descobrindo detalhes do traçado. Consegui aproveitar as oportunidades e administrar bem a corrida. Na classificação tive um problema mecânico e fiz praticamente uma única volta rápida, mas felizmente deu tudo certo”, explicou.
Vencedor da segunda corrida da Super, Fausto De Lucca celebrou o resultado que o recoloca na disputa pelo campeonato. “Feliz demais. Estamos de volta à briga pelo campeonato. Foi um final de semana incrível”, comemorou.
Após a passagem inédita por Cuiabá, o Marcas Brasil Racing terá uma pausa de três meses no calendário. A próxima etapa está marcada para os dias 11, 12 e 13 de setembro, no Autódromo Zilmar Beux, em Cascavel (PR).
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além das parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
RESULTADO DA 4ª ETAPA DO CAMPEONATO MBR EM CUIABÁ/MT:
TREINO 4
MASTER
1) #96 Marcos Paioli, Paioli Racing, Chevrolet Ônix, 2m17s291
Com 47 carros na pista, campeonato abriu a quarta etapa com alternância de líderes e tempos apertados nas três categorias
Cuiabá (MT) – O Campeonato Marcas Brasil Racing deu início nesta sexta-feira (12) à quarta etapa da temporada 2026 no Autódromo Internacional de Mato Grosso, em Cuiabá. A estreia da categoria no mais novo circuito do país colocou 47 carros na pista e acrescentou uma variável rara ao campeonato: um traçado praticamente sem referências para a maioria do grid, que precisou acelerar o processo de adaptação durante os três treinos livres realizados ao longo do dia.
O cenário reforçou uma das principais características do MBR. Com todos os carros utilizando a mesma motorização, as diferenças são construídas nos detalhes: acerto, leitura das condições da pista, estratégia e execução ao longo do fim de semana. Não por acaso, as três sessões desta sexta-feira tiveram líderes diferentes e margens apertadas entre os mais rápidos das categorias.
Treino 1
Entre os competidores da Super, Nico Dallagnol/Felipe Malinowski (#111) abriram o fim de semana na frente com 2min17s153. Henrique Basso (#17) ficou a apenas 0s222 da liderança. Daniel Nino (#118) registrou o terceiro melhor tempo da categoria, a 1s108 dos líderes.
Na Elite, Lucas José (#171) liderou a classificação da categoria com 2min18s780. Adriano Martins/Vinicius Martendal (#899) ficaram em segundo a 1s083 do líder. Felipe Machiavelli (#411) completou o top 3 a 1s463 da melhor volta da sessão.
Na Master, Marcos Paioli (#96) foi o mais rápido com 2min24s135. Eduardo Bonamigo (#25) ficou a 2s528 da referência. José Guilherme Munhoz (#122) apareceu em terceiro, a 3s260 do líder.
Treino 2
A segunda sessão trouxe uma queda significativa dos tempos e manteve o equilíbrio em evidência. Henrique Basso (#17) colocou a Roger Racing na liderança da Super com 2min15s738. Lamartine Pinotti (#92) terminou a 0s197 da ponta. Fausto De Lucca (#51) ficou logo atrás, em terceiro, separado por apenas 0s204 da melhor marca.
Na Elite, Lucas José (#171) voltou a liderar com 2min17s023. Felipe Machiavelli (#411) ficou a 0s529 da referência. Gabriel Contador (#11) garantiu a terceira posição, a 1s794 do líder.
Na Master, Kadu Silva (#113) registrou 2min20s850 e superou Marcos Paioli (#96) por 0s405. Gilberto Silva (#18) fechou os três primeiros a 2s297 da melhor volta da categoria.
Treino 3
O encerramento das atividades de sexta-feira manteve o alto nível de competitividade da Super. Nico Dallagnol/Felipe Malinowski (#111) colocaram o VW Gol da Porthack na liderança da categoria com 2min14s923. Lamartine Pinotti (#92) ficou a 0s359 da referência, enquanto Henrique Basso (#17) garantiu a terceira posição a 0s428. O equilíbrio da divisão ficou evidente com os seis primeiros colocados separados por apenas 0s786.
Na Elite, Lucas José (#171) confirmou a rápida adaptação ao novo circuito e liderou a categoria pela terceira vez no dia ao registrar 2min16s574. Gabriel Contador (#11) terminou em segundo, a 1s050 da melhor volta, enquanto Adriano Martins/Vinicius Martendal (#899) completaram o top 3 a 1s857 da referência.
Já na Master, Marcos Paioli (#96) retomou a liderança da categoria com 2min18s752. Gilberto Silva (#18) ficou com a segunda posição a 6s644, enquanto André Jacob (#38) fechou os três primeiros colocados a 7s650 do melhor tempo da sessão.
O circuito
Para José Guilherme Munhoz, piloto do VW Polo #122 da categoria Master, a novidade do circuito tem sido um dos atrativos da etapa. “Primeira vez andando aqui. Estou ‘pegando a mão’ e gostando do circuito. No segundo treino já deu para andar um pouco mais. A estrutura daqui é maravilhosa. É meu primeiro ano de MBR e estou em segundo lugar no campeonato. Está valendo a pena”, avaliou.
Quem também destacou o processo de adaptação foi João Machiavelli, piloto do VW Gol #55 da Cesinha Competições. “Nestes primeiros treinos consegui me adaptar e adquirir conhecimento do circuito. Ainda não atingimos o desempenho que esperávamos, mas acredito que teremos uma evolução no próximo treino”, contou.
A qualidade do novo autódromo também chamou atenção dos competidores. “Estou encantado com o traçado e com a qualidade do asfalto; não há irregularidades (bumps), sendo um padrão internacional”, observou Kadu Silva, piloto do VW Gol #113 da STR Motors.
A programação segue neste sábado (13) com a realização do quarto treino oficial pela manhã, seguido pelo classificatório que definirá o grid da Corrida 1. O resultado da primeira prova estabelecerá a ordem de largada da Corrida 2, com inversão dos dez primeiros colocados. As duas disputas terão duração de 35 minutos mais uma volta.
As corridas terão transmissão ao vivo no canal oficial da Marcas Brasil Racing no YouTube (@marcasbrasilracing), com narração de Elton Cirpiani e comentários de Francis Trennenphol. Na mesma plataforma, a prova também será exibida pelos canais High Speed (@highspeedtvbr), PHSports (@phsporttvbr) e Parc Fermé (@parcfermetv2022). Na TV aberta, a transmissão será pelo canal NGT, enquanto na internet também poderá ser acompanhada pelo portal Drive Channel TV (drivechannel.com.br).
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
RESULTADOS CAMPEONATO MBR 2026 – 4ª ETAPA
TREINO LIVRE 1
ELITE:
1 #171 Lucas José, Regicar, VW Gol, em 2m18s780
2 #899 Adriano Martins/Vinicius Martendal, Roger Racing, Chevrolet Ônix, em 2m19s863
3 #411 Felipe Machiavelli, Roger Racing, VW Gol, em 2m20s243
4 #197 Guilherme Ragnini, Roger Racing, Chevrolet Ônix Sedan, em 2m20s275
5 #98 Cesar Ribas/Ruslan Filho, Ymagava Racing, VW Polo, em 2m20s718
6 #11 Gabriel Contador, STR Motors, Chevrolet Ônix, em 2m20s936
Mais novo autódromo do Brasil recebe a quarta etapa da temporada 2026 nos dias 12 e 13 de junho, com 47 carros, 59 pilotos e um traçado que será novidade para a grande maioria do grid
Se cada etapa do Campeonato MBR tem uma característica marcante, a quarta rodada da temporada 2026 chega embalada pela expectativa. Marcada para os dias 12 e 13 de junho, no Autódromo Internacional de Mato Grosso, em Cuiabá, a etapa coloca pilotos e equipes diante de um desafio raro no automobilismo: acelerar em um circuito praticamente desconhecido para a grande maioria do grid. Palco da rodada, o mais novo autódromo do Brasil receberá pela primeira vez a categoria, abrindo um fim de semana de busca por referências que só começarão a surgir quando os carros entrarem na pista.
Do total de 59 participantes, destes 24 competidores formam as 12 duplas inscritas para a etapa, enquanto outros 35 pilotos disputarão a programação de forma individual. A movimentação começa na sexta-feira (12), com briefing e os três primeiros treinos oficiais. Já o sábado (13) terá agenda intensa, com mais duas sessões de treinos, classificatórios para definição do grid de largada e as duas corridas da etapa, ambas com duração de 35 minutos mais uma volta.
Entre os pilotos que acompanham o campeonato desde o início da temporada, a falta de referências sobre o traçado dos 4.450 metros do autódromo aparece como um dos principais temas da etapa. Naor Petry, que divide o New Onix #132 da RB Motorsport com Gefferson de Lima na categoria Super, vê o momento como uma oportunidade rara dentro de um campeonato marcado pelo equilíbrio.
“É um privilégio participar de uma etapa como essa, ainda mais em um ano tão desafiador. Correr em Cuiabá já seria especial, mas estrear em um autódromo novo deixa tudo ainda mais interessante. Como a maioria dos pilotos não conhece a pista, todos começam praticamente do zero, o que deve trazer disputas muito equilibradas”, afirmou Petry.
O piloto também acredita que a combinação entre equalização técnica e competitividade do grid tende a aumentar ainda mais o nível das disputas. “Em Guaporé vimos quase 20 carros dentro do mesmo segundo da pole, o que mostra o nível de equilíbrio e a qualidade dos pilotos do campeonato. Em Cuiabá acredito que será ainda mais disputado. As corridas são relativamente curtas, então não dá para ficar esperando acontecer: é preciso resolver a vida logo. Com o calor e a necessidade de administrar bem os pneus, cada detalhe vai fazer diferença. Com um grid tão forte tecnicamente, a tendência é de corridas muito acirradas do início ao fim”, observou.
A mesma linha de raciocínio é compartilhada por Eduardo Pavelski, piloto do New Onix Sedan #3 da Sérgio Ferrari Racing, também na categoria Super. “Temos referências de vídeos de outras categorias, mas no conceito da MBR ainda não temos referências de marchas, de posicionamento ou de tempo relacionadas a este pneu”, disse. Para Pavelski, o nível técnico da categoria faz com que qualquer detalhe tenha peso decisivo no resultado.
“A equalização dos carros é muito precisa e presente dentro da categoria. Somado ao nível técnico dos pilotos e aos novos competidores que estão entrando no campeonato, entendo que a disputa está cada dia mais acirrada. Qualquer erro ou vacilo pode levar um piloto do top 5 para a 20ª ou 30ª posição. Sem sombra de dúvidas este é o maior grid do Brasil e um dos mais equalizados tecnicamente”, afirmou
Entre os estreantes, um dos destaques da etapa será a dupla formada por Leonel Brizola Rosa Filho e Leonel Júnio Fleury. Pai e filho dividirão pela primeira vez um carro de corrida, o New Onix Sedan #19 da Automotiva Racing, na categoria Elite. “Estamos indo bem confiantes em um bom resultado. E a oportunidade de dividir um carro de corrida com o meu primogênito, será uma experiência única para nós”, disse Leonel Rosa.
Aos 18 anos, Leonel Júnio chega ao MBR após passagens pelo Campeonato Paulista 1.4, Campeonato Brasileiro 1.4 e pela atual temporada do Campeonato Goiano de Turismo 1.4. “Dividir o carro com meu pai pela primeira vez tenho certeza que será algo incrível e memorável. Tenho realizado treinos no simulador para me preparar para essa etapa e a expectativa é de encontrar um carro competitivo para brigar por boas posições durante o final de semana”, afirmou.
Fechando a lista de estreantes está Marcel Leão, piloto do New Onix Sedan #500 da Stumpf Preparações, na categoria Elite. Curitibano radicado em Cuiabá, ele é um dos poucos pilotos do país que já tiveram a oportunidade de acelerar no Autódromo Internacional de Mato Grosso. A experiência veio durante as atividades de inauguração do circuito, condição favorecida pelo fato de residir na capital mato-grossense, que recebe a quarta etapa do campeonato. No automobilismo desde 2013, Leão construiu uma trajetória vitoriosa no esporte, com títulos no Kart de Asfalto, no Autocross e quatro campeonatos consecutivos de Turismo Cross Estadual de Cuiabá entre 2022 e 2025.
“É a primeira vez que ando no MBR. Vou tentar a sorte, pois não há preparação. Vai ‘no susto’ mesmo e vamos torcer para dar tudo certo. A meta é entrar, acelerar e ser mais rápido que os demais”, revelou. Mesmo com o contato prévio com o circuito, o piloto acredita que a novidade do traçado seguirá sendo um fator importante para todos os competidores. “Um local novo sempre iguala os pilotos”, observou.
As corridas terão transmissão ao vivo no canal oficial da Marcas Brasil Racing no YouTube (@marcasbrasilracing), com narração de Elton Cirpiani e comentários de Francis Trennenphol. Na mesma plataforma, a prova também será exibida pelos canais High Speed (@highspeedtvbr), PHSports (@phsporttvbr) e Parc Fermé (@parcfermetv2022). Na TV aberta, a transmissão será pelo canal NGT, enquanto na internet também poderá ser acompanhada pelo portal Drive Channel TV (drivechannel.com.br).
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.
Equalização dos carros e alto nível do grid impõem um novo ritmo de adaptação até para quem já acumulava resultados em outras categorias
A temporada 2026 do Campeonato Marcas Brasil Racing chega à quarta etapa, nos dias 12 e 13 de junho, com uma característica cada vez mais evidente na área de box: andar na frente não tem sido tarefa simples nem para pilotos acostumados a conquistar vitórias em outras modalidades. Depois de três etapas, competidores seguem enfrentando o desafio de encontrar espaço entre os líderes em um grid numeroso, competitivo e marcado pela forte equalização dos carros.
A situação pode ser observada em diferentes pontos da classificação. Na Super, Daniel Nino, ocupa a oitava colocação. Para o piloto da WC6 Motorsports, o principal diferencial está justamente no nível técnico do campeonato.
“Os melhores pilotos de tração dianteira estão hoje correndo no MBR, então isso torna a categoria extremamente disputada. Andar entre os dez primeiros é um grande desafio”, afirma. Nino também destaca a proximidade de desempenho entre os carros. “O regulamento técnico está permitindo uma equalização incrível dos carros”, aponta o campeão brasileiro da Copa Hyundai HB20 e vice-campeão da Turismo Nacional.
Na Elite, Guilherme Morandini atualmente ocupa a nona posição. Acostumado a outros grids de turismo, ele encontrou uma realidade diferente ao ingressar na categoria. “O que me impressiona na MBR foi essa paridade do campeonato”, destaca. Segundo ele, a competitividade exige evolução constante. “Se você não estiver sempre treinando e buscando desenvolvimento, fica para trás”, comenta que chegou ao campeonato após passagens pelo kart e pela Gold Turismo.
A mesma percepção é compartilhada por Gabriel Contador Oliveira, que disputa seu primeiro campeonato nacional. Hoje em 19º lugar na Elite, curitibano ainda está construindo sua trajetória no campeonato e enfrenta o desafio de ganhar posições em um pelotão bastante disputado. “Somos em média 45 carros, o que dificulta a escalada no grid”, explica.
Na Master, Eduardo Bonamigo também encontrou uma realidade diferente daquela que imaginava antes da estreia. Após anos dedicados às provas de arrancada, ainda vive seu processo de adaptação às corridas de turismo. “Confesso que achei que seria mais fácil. Um grid com um número muito grande de carros e uma diversidade altíssima de pilotos torna a missão bastante difícil”, afirma.
O contraponto vem da Elite
Se a adaptação tem sido um desafio para boa parte dos estreantes, Lucas José Silva segue caminho diferente. Em apenas seu segundo ano no automobilismo, o piloto da Regicar ocupa a terceira colocação da Elite e já figura entre os protagonistas da categoria.
Nem ele esperava chegar tão rápido ao grupo da frente. “Eu achei que a gente ia brigar no meio do pelotão por muito mais tempo. Foi uma surpresa para mim e para a equipe”, revela. Para ele, os resultados ajudam a explicar o nível de exigência do campeonato. “Hoje a gente disputa em uma categoria com equipamento muito parecido e extremamente disputada”, destaca.
Com um circuito inédito para todos os competidores e a primeira corrida noturna da história do campeonato, a etapa de Cuiabá reúne ingredientes capazes de mexer na ordem de forças do grid. Sem experiência prévia no traçado e diante de uma condição inédita para a categoria, pilotos e equipes terão uma rara oportunidade de começar do mesmo ponto. Para quem busca subir na classificação, o fim de semana mato-grossense pode marcar uma virada importante na temporada.
As corridas terão transmissão ao vivo no canal oficial da Marcas Brasil Racing no YouTube (@marcasbrasilracing), com narração de Elton Cirpiani e comentários de Francis Trennenphol. Na mesma plataforma, a prova também será exibida pelos canais High Speed (@highspeedtvbr), PHSports (@phsporttvbr) e Parc Fermé (@parcfermetv2022). Na TV aberta, a transmissão será pelo canal NGT, enquanto na internet também poderá ser acompanhada pelo portal Drive Channel TV (drivechannel.com.br).
O Campeonato Marcas Brasil Racing conta com patrocínio da Scherer Autopeças, Zanoello Troféus e Speedmax Pneus, além de parcerias com RCP Sparco, Facilita Pass, Santa Proteção Veicular e Liqui Moly.